Ex-líder de gangue é condenado nos EUA pelo assassinato do rapper Tupac Shakur Duane "Keffe D" Davis foi condenado a cumprir de 40 anos a prisão perpétua por orquestrar o assassinato do ícone do rap Tupac Shakur em 1996. A sentença foi anunciada nesta terça-feira (13), em um tribunal de Las Vegas, com a presença de familiares do condenado.
Em agosto deste ano, Davis, de 63 anos, foi considerado culpado por homicídio com uso de arma letal. Tupac e Duane “Keffe D” Davis Reprodução e Reuters O júri, composto por 16 jurados, quatro dos quais suplentes, ouviu o depoimento de 24 testemunhas de acusação e de três de defesa ao longo de nove dias.
Segundo a legislação norte-americana, o tempo de 40 anos é o período mínimo de pena. Após esse tempo, "Keffe D" poderá solicitar liberdade condicional e, caso seja negada, ele seguirá na prisão de maneira perpétua.
Mas nem o relato de Davis nem as autoridades revelaram quem disparou contra Shakur. Os outros três homens que estavam no Cadillac com Davis já morreram.
De acordo com a lei de Nevada, Davis pode ser acusado de homicídio se tiver participado do crime sem ter puxado o gatilho. Em seu livro, Davis escreveu que por muito tempo foi considerado suspeito dos assassinatos de Shakur e de um rapper rival, Christopher Wallace, que se apresentava como The Notorious B.
pela gravadora Bad Boy Entertainment, sediada em Nova York, e foi morto a tiros em Los Angeles em março de 1997. Embora o assassinato de Wallace continue sem solução, os investigadores há muito especulam que ele foi morto a tiros em retaliação ao assassinato de Shakur, ocorrido meses antes.