Petróleo da Margem Equatorial pode repor reservas do pré-sal

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📷 Imagem Ilustrativa / Divulgação

A companhia confirmou na 2ª feira (17.ago.2026) a descoberta de petróleo no Poço Morpho, no bloco FZA-M-59, a 175 quilômetros da costa do Amapá.

O avanço para a fase de exploração ainda depende da confirmação do volume e da viabilidade comercial do material, mas o potencial petrolífero da região é visto com otimismo pela Petrobras.

“Tudo dando certo, e até agora tudo deu certo, a gente tem o condão de produzir uma área que pode ajudar de uma maneira muito importante a recomposição das reservas da Petrobras e do Brasil a partir do declínio da produção do pré-sal” , disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em entrevista a jornalistas no Oiapoque (AP), depois da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às operações da empresa na região.

Segundo Magda, o pré-sal transformou o petróleo no 1º produto da exportação brasileira: “Ele já é o 1º produto de exportação brasileiro há anos e esse ano muito provavelmente vai ser de novo”.

Descobertos em 2006 e em operação comercial desde 2008, os campos do pré-sal respondem atualmente por 80% da produção do Brasil, mas o possível esgotamento dos recursos preocupa integrantes da cúpula da Petrobras e do governo, que temem a possibilidade de o país se tornar importador de petróleo a partir de 2040 caso não avance em novas fronteiras exploratórias.

Nesse cenário, a descoberta de petróleo da costa do Amapá surge como a principal alternativa para manter o nível de produção brasileiro, que deve atingir pico de 5,3 milhões de barris por dia em 2030, mas tende a cair com o declínio do pré-sal.

Como mostrou o Poder360 , o governo federal estima que a área da Margem Equatorial tem potencial produtivo de ao menos 41 bilhões de barris de petróleo.

“Tem petróleo, mas não sabemos quanto. Esperamos muitos reservatórios ao longo dessa jornada. Quanto mais, melhor” , disse Magda.

A presença de petróleo na Margem Equatorial não significa que a área já está pronta para ser explorada.

A descoberta ainda está na fase exploratória, período em que a companhia perfura poços e envia sondas para debaixo do solo para verificar a presença, o volume, a qualidade e a viabilidade econômica de um determinado reservatório.

Para continuar a pesquisa em mais áreas, a Petrobras ainda aguarda a licença do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) para perfuração de 3 novos poços na Margem Equatorial.

Magda Chambriard defende que a eventual exploração da Margem Equatorial também integra uma estratégia da estatal para diversificar os investimentos exploratórios, historicamente concentrados no Sudeste.

A presidente da Petrobras lembrou que presidia a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) durante o período de licitação da região. No processo, foram oferecidas áreas que vão do Rio Grande do Norte ao Amapá.

“O grande mote da licitação era: vamos fazer essas áreas entrarem no jogo, porque nós precisamos descentralizar o investimento exploratório, que com o pré-sal estava extremamente concentrado no Sudeste.

O mote era descentralizar o investimento exploratório em benefício do Norte e Nordeste brasileiro. É isso que nós estamos fazendo aqui” , declarou.

Fonte: Poder360
Atualizado em 18/08/2026
🕒 11:11 am
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