A lula-bobtail havaiana, Euprymna scolopes , abriga bactérias bioluminescentes em um órgão especializado dentro da cavidade do manto. Em vez de produzir toda a luz sozinha, ela mantém uma parceria com Vibrio fischeri , atualmente também chamado Aliivibrio fischeri . O brilho é direcionado para baixo e pode reduzir o contraste da silhueta do animal contra a luz que chega da superfície.
Os filhotes de E. scolopes nascem sem as bactérias simbiontes. Poucas horas depois da eclosão, células de V. fischeri presentes na água entram por poros específicos e colonizam pequenas criptas no órgão luminoso. Outras bactérias ambientais são excluídas durante esse processo altamente seletivo.
Dentro do órgão, os microrganismos recebem nutrientes e encontram condições favoráveis para se multiplicar. Em troca, produzem luz azul-esverdeada por reações bioquímicas de bioluminescência. A relação tornou-se um dos principais modelos científicos para estudar como animais estabelecem associações estáveis com microrganismos benéficos.
A estratégia é chamada contrailuminação. Quando observada por baixo, uma lula sem iluminação poderia formar uma silhueta escura contra a claridade fraca da Lua e das estrelas que penetra na água. A luz emitida pela região ventral reduz esse contraste.
O animal possui estruturas que refletem, filtram e regulam o brilho bacteriano. Assim, não funciona simplesmente como uma lâmpada permanentemente acesa: o sistema ajusta a saída luminosa para aproximá-la das condições de iluminação provenientes de cima.
Bactérias vivem em criptas especializadas;
O brilho é direcionado para a região ventral;
Tecidos refletores ajudam a controlar a luz;
A contrailuminação reduz o contraste da silhueta;
A camuflagem atua principalmente durante a atividade noturna.
Este vídeo da National Science Foundation mostra diretamente essa simbiose luminosa.