Nas profundezas do oceano, o peixe-dragão transformou uma faixa quase invisível do espectro em vantagem durante a caça . Alguns stomiídeos, como Malacosteus niger e Aristostomias scintillans , produzem bioluminescência vermelho-distante em órgãos próximos aos olhos e possuem sistemas visuais capazes de detectar comprimentos de onda que muitos outros animais profundos enxergam muito mal.
A água absorve rapidamente os comprimentos de onda vermelhos provenientes do Sol. Em grandes profundidades, a pouca luz natural remanescente concentra-se principalmente na faixa azul, e grande parte da bioluminescência produzida pelos organismos marinhos também aparece entre o azul e o verde.
Por isso, muitos peixes profundos desenvolveram visão particularmente sensível nessa região do espectro e apresentam pouca capacidade para detectar vermelho-distante. Algumas linhagens de peixe-dragão quebraram essa regra ao evoluir simultaneamente órgãos que produzem luz de comprimento de onda longo e olhos capazes de percebê-la.
Peixes dos gêneros Malacosteus , Aristostomias e Pachystomias possuem fotóforos especializados próximos à região abaixo dos olhos. Esses órgãos conseguem emitir luz vermelho-distante, enquanto outros fotóforos do mesmo animal podem produzir a bioluminescência azul mais comum no oceano profundo.
Em espécies estudadas, a emissão vermelha alcança comprimentos de onda superiores a 650 nanômetros e pode apresentar máximo próximo de 700 nanômetros. Para muitas criaturas ao redor, essa iluminação permanece praticamente imperceptível.
Fotóforos ficam próximos aos olhos;
Luz vermelho-distante pode superar 650 nanômetros;
Outros órgãos também produzem luz azul;
A emissão pode iluminar organismos próximos;
O próprio peixe consegue detectar comprimentos de onda longos.
Este vídeo do MBARI mostra diretamente Aristostomias scintillans e seus órgãos bioluminescentes vermelhos.