O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determine à Meta medidas para interromper a circulação, no WhatsApp, de um vídeo falso sobre as urnas eletrônicas.
O órgão também pediu aplicação de multa à empresa.
Segundo o MPE, o conteúdo voltou a circular nas eleições deste ano depois de já ter sido difundido em 2018.
A procuradoria afirma que o material tenta colocar em dúvida a segurança das urnas e a atuação da Justiça Eleitoral.
Na gravação, um homem que se apresenta como sargento da “Polícia Militar do Instituto Federal” afirma ter sido chamado por um representante do TSE.
Ele diz que, ao conferir uma urna, o equipamento teria apresentado votos antes do início da votação. Segundo o MPE, história é falsa.
A representação cita uma resolução do TSE que proíbe a divulgação ou o compartilhamento de informações sabidamente falsas ou gravemente descontextualizadas capazes de atingir a integridade do processo eleitoral. O órgão afirma que o conteúdo se enquadra na regra e pede sua retirada do WhatsApp.
“A transmissão de conteúdo desinformativo, inverídico e descontextualizado, sem amparo mínimo em lastro fático, configura difusão de fato sabidamente inverídico, apto a comprometer a estabilidade do processo eleitoral” , diz o MPE no pedido.
Acompanhe a apuração das eleições ao vivo em O Antagonista , a partir das 17h.