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Colunistas Lilian Tahan
Dinheiro & Negócios
Página Inicial Brasil Imprensa Imprensa Metrópoles recebe prêmio Vladimir Herzog de jornalismo A reportagem “Um Brasil que desmorona” venceu a categoria multimídia da 48ª edição do prêmio. A jornalista Jade Abreu representou a equipe Érica Montenegro 21/10/2026 18:24 DIVULGAÇÃP Ler resumo Prêmio Vladimir Herzog: o Metrópoles venceu a categoria multimídia da 48ª edição do prêmio com a reportagem “Um Brasil que desmorona”;
Conteúdo da reportagem: o trabalho documentou impactos da falta de manutenção em pontes e rodovias federais, identificando 775 estruturas em situação ruim ou crítica;
Investimento público: a matéria revelou que o investimento em recuperação de rodovias federais foi, em média, 40% menor do que o solicitado pelo Dnit nos sete anos anteriores.
Resumo gerado por ferramenta de IA
O Metrópoles recebeu na noite desta terça-feira (20/10) o prêmio Vladimir Herzog de jornalismo, um dos mais prestigiados da imprensa brasileira. A reportagem “Um Brasil que desmorona” , sobre problemas de infraestrutura nas estradas brasileiras, venceu a categoria multimídia da 48ª edição do prêmio. A jornalista Jade Abreu, autora da reportagem, representou a equipe que trabalhou no especial multimídia, na cerimônia realizada no Tucarena, Teatro da Pontíficia Universidade Católica em São Paulo.
Os trabalhos “Moinho de Gente” , do Intercept Brasil, e “Ouro, escavadeiras e fuzis” , da InfoAmazonia e Amazon Underworld, também venceram o prêmio na mesma categoria.
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A reportagem “Um Brasil que desmorona” parte das consequências do desabamento da ponte Juscelino Kubitschek entre o Maranhão e o Tocantins, em 2024, para relatar que esse não é um problema isolado no país.
A jornalista Jade Abreu e o fotógrafo Breno Esaki viajaram 9.057,8 quilômetros e estiveram em quatro estados – Amazonas, Maranhão, Rio Grande do Sul e Tocantins – documentando os impactos sociais, ambientais e econômicos do desabamento de pontes.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Sentimento de isolamento A equipe conversou com famílias enlutadas, caminhoneiros, comerciantes e moradores de cidades à beira de estradas para mapear o alcance dos problemas causados pela interrupção de estradas por falta de manutenção. Apesar das particularidades encontradas em cada ponto do Brasil, os entrevistados relataram sentimentos semelhantes de abandono, aborrecimento e isolamento.
A reportagem trouxe informações inéditas sobre o estado de conservação das pontes em rodovias federais, obtidas via Lei de Acesso à Informação (LAI), destacando a localização de 775 estruturas que estão em situação ruim ou crítica. Também revelou que o investimento na recuperação de rodovias federais foi, em média, 40% menor do que o solicitado pelos técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) nos sete anos anteriores à publicação da matéria.
Os responsáveis pela concepção do projeto “ Um Brasil que desmorona” são Lilian Tahan, Olívia Meireles, Otto Valle, Márcia Delgado, Saulo Araújo e Érica Montenegro, que também cuidou da edição de texto. A edição de fotografia foi feita por Daniel Ferreira e Michael Melo. O projeto gráfico multimídia é de Gui Prímola e Lara Abreu.
O minidoc que acompanha o material foi roteirizado por Arthur Herdy, editado por Gabriel Foster, Leonardo Hladczuk, Lucas Akasaki, João Gomes e Blandu Correia. O desenvolvimento tecnológico foi feito por Ítalo Ridney, Saulo Marques e Alvino Rodrigues. A revisão coube a Geisiane Sousa.
As fotos de Breno Esaki que compõem a reportagem “Um Brasil que desmorona” venceram o Grande Prêmio CNT de Jornalismo de 2025 . A mesma matéria foi reconhecida com dois prêmios de excelência na 47ª edição do concurso The Best of News Design, organizado pela Society for News Design (SND). Os destaques foram para o uso de vídeo e fotos na composição da história.
O Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Diretos Humanos é um dos mais tradicionais da imprensa brasileira. Foi criado há 48 anos em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog – que foi assassinado pela ditadura militar em 1975.
Na edição do ano passado, o Metrópoles venceu a categoria multimídia com a reportagem “A Política da Bala”. Em 2024, o portal obteve menção honrosa com a matéria “Gigante Pela Própria Imundice”. Em 2023, a reportagem “Ouro Líquido” levou a categoria Produção Jornalística em Multimídia, e, em 2022, a matéria “A rota do tráfico humano na fronteira da Amazônia” obteve menção honrosa na mesma categoria.
O Metrópoles é o portal mais premiado da história do Brasil, segundo ranking divulgado pelo Jornalistas & Cia, site especializado na cobertura da imprensa. Com 10 anos de existência, a plataforma multimídia conquistou prêmios nacionais e internacionais, superando sites como Uol, G1, Folha On line e Portal Estadão.
Em 2026, o Metrópoles venceu o Prêmio Gabo de Jornalismo na categoria Cobertura com a reportagem “A política da bala” . O concurso é organizado pela Fundação Gabo, criado em homenagem ao escritor e jornalista Gabriel García Márquez. A matéria “Luta pelo Luto”, por sua vez, venceu o prêmio promovido pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) na categoria Cobertura Jornalística no ciclo 2025/2026.
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