Mãe de deputada do PL crítica de programas sociais recebe benefício do governo desde 2019 Ir Para o Conteúdo Buscar 10 de outubro de 2026 Início
Whatsapp Telegram Facebook X Eduarda Campopiano foi eleita deputada estadual por São Paulo e recebe salário de mais de R$ 15 mil como vereadora, desde 2025. Foto: Reprodução/Redes Sociais Eduarda Campopiano foi eleita deputada estadual por São Paulo e recebe salário de mais de R$ 15 mil como vereadora, desde 2025. Foto: Reprodução/Redes Sociais Acompanha as notícias pelo Diário de Goiás? Clique e adicione o DG às suas fontes preferidas no Google. Débora Campopiano, mãe da deputada estadual eleita por São Paulo Eduarda Campopiano (PL), recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) desde janeiro de 2019, segundo informações do Portal da Transparência divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo. A parlamentar eleita, que ganhou notoriedade política mantendo um posicionamento crítico em relação a programas de assistência social , não respondeu aos questionamentos enviados pelo jornal até a publicação da matéria.
De acordo com o levantamento da Folha, o BPC é um benefício assistencial pago a pessoas de baixa renda com 65 anos ou mais ou a pessoas com deficiência de qualquer faixa etária. Débora tem 59 anos e, conforme destacou a reportagem original, não foi possível esclarecer se ela possui alguma deficiência que justifique legalmente a concessão do pagamento .
A legislação do benefício exige ainda que a família esteja inscrita no Cadastro Único e que a renda mensal por pessoa do grupo familiar seja, como regra geral, de até um quarto do salário mínimo.
A reportagem do jornal paulista detalhou que Eduarda recebe R$ 15.193,35 mensais pelo cargo de vereadora em Praia Grande, no litoral de São Paulo, mandato que exerce desde 2025. Esse salário entraria no cômputo da renda familiar para o BPC da mãe caso as duas morassem sob o mesmo teto e Eduarda fizesse parte do grupo familiar legalmente considerado para o benefício, que contempla filhos solteiros que residam no domicílio.
Contudo, a apuração da Folha enfatizou que não foi possível confirmar se mãe e filha vivem juntas, nem qual foi a composição familiar declarada formalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social ( INSS ).
O jornal também apurou que Débora atua como artesã, produz bonecas, mantém um ateliê e oferece cursos. A reportagem buscou averiguar se os rendimentos obtidos com essas atividades comerciais foram declarados ao INSS, mas não obteve retorno.
A assessoria de Eduarda Campopiano foi procurada pelo veículo para prestar esclarecimentos sobre a composição do núcleo familiar e as condições que embasam o recebimento do benefício assistencial, mas não respondeu.
Autodeclarada a “maior inimiga das feministas”, Eduarda Campopiano consagrou-se como a candidata a deputada estadual mais votada para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) na eleição deste ano, alcançando a marca de 1.956.238 votos para assumir o mandato em 2027. A parlamentar projetou sua atuação política nas redes sociais ao lado do deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL), sustentando bandeiras de oposição ao feminismo, às cotas raciais e ao aborto.
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