
A falência da Pier 1 Imports chacoalhou o mercado americano de decoração ao decretar o fechamento definitivo de 540 lojas espalhadas pelos Estados Unidos e Canadá. A rede acumulou dívidas milionárias ao longo dos anos e acabou demitindo milhares de funcionários sem conseguir reestruturar as contas da empresa.
A marca tradicional de utilidades domésticas perdeu espaço por não acompanhar a migração dos clientes para o comércio eletrônico. Gigantes do setor, como a Amazon e a Target, atropelaram a loja física com preços bem mais baixos e entregas rápidas na casa das pessoas.
O rombo nas finanças piorou com a queda contínua das vendas presenciais nos shoppings durante vários trimestres seguidos. Sem conseguir pagar o aluguel dos imóveis, a diretoria precisou pedir socorro à Justiça para tentar evitar um desastre maior no varejo comercial.
A paralisação total das atividades da empresa gerou consequências pesadas para a economia local:
Fechamento garantido de 540 lojas nos Estados Unidos e no Canadá.
Demitidos cerca de 10 mil funcionários diretos das filiais.
Cancelamento de contratos com dezenas de fornecedores de móveis.
O término das vendas causou uma liquidação violenta de estoque para tentar arrecadar dinheiro rápido antes de trancar as portas de vez. Todos os prédios alugados foram devolvidos aos proprietários, sem nenhuma perspectiva de reabertura futura.
Em fevereiro de 2020 , a companhia deu entrada no processo conhecido como Capítulo 11 da lei de falências americana. O plano inicial era encontrar um comprador disposto a pagar as dívidas para manter pelo menos parte da rede operando no mercado.
O surgimento da pandemia de COVID-19 acabou com qualquer chance de negociação ao forçar o isolamento social em todo o continente. Sem investidores dispostos a colocar dinheiro em negócios físicos, os credores exigiram a liquidação imediata de todos os bens da Pier 1 Imports .
A mudança de comportamento dos consumidores pesou bastante no faturamento da rede de móveis: