Urnas eletrônicas ganham nova interface e recursos de acessibilidade para as Eleições 2026; confira novidades Ir Para o Conteúdo Buscar 09 de setembro de 2026 Início
Whatsapp Telegram Facebook X As urnas eletrônicas receberam uma nova interface para tornar a votação mais acessível. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil As urnas eletrônicas receberam uma nova interface para tornar a votação mais acessível. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil Nos siga no A Justiça Eleitoral reformulou a interface das urnas eletrônicas para as Eleições de 2026 com objetivo de tornar a votação mais acessível, intuitiva e simples. As alterações foram projetadas com base no mapeamento das principais dificuldades enfrentadas pelos eleitores em pleitos anteriores.
Uma das atualizações visuais de maior impacto é a adoção da fonte tipográfica Atkinson Hyperlegible , criada pelo Braille Institute. O desenho dos caracteres prioriza a definição, o espaçamento e o contraste das letras, o que facilita a leitura por pessoas idosas, com baixa visão ou deficiência visual.
Além da nova tipografia, a acessibilidade em Língua Brasileira de Sinais (Libras) teve suas exibições ampliadas: além de apresentar o cargo em disputa, os intérpretes em vídeo passarão a sinalizar situações de voto em branco, voto nulo e voto de legenda.
Para guiar o eleitor durante o processo, as telas passam a exibir uma barra de progresso fixa na parte superior, permitindo acompanhar em tempo real quais cargos já receberam voto e quais ainda estão pendentes. Essa solução foi inspirada em projetos desenvolvidos por estudantes da Universidade de São Paulo (USP) em um concurso voltado ao aperfeiçoamento da experiência do usuário.
A ferramenta atua como um guia visual essencial para orientar a navegação, especialmente em eleições com múltiplas candidaturas em disputa. Testes práticos com eleitores demonstraram que a combinação da barra visual com a nova fonte reduziu a necessidade de recursos de ampliação externos, como lupas.
Toda a estrutura de votação do país contará com quase 600 mil urnas para atender a mais de 158 milhões de cidadãos aptos a votar. Apesar de o parque eleitoral brasileiro operar com quatro modelos distintos de urna, dos quais 77% integram as gerações mais recentes, os recursos de navegação e acessibilidade são padronizados em todas as seções.
Os modelos mais novos contam com maior capacidade de processamento e tela sensível ao toque no terminal do mesário. Por razões de segurança , os equipamentos funcionam exclusivamente com softwares desenvolvidos pelo Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ), auditados publicamente por partidos políticos, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Polícia Federal e órgãos de controle antes de serem assinados digitalmente e lacrados na sede do tribunal.
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