Um homicídio registrado no último sábado, 19 de setembro, causou forte repercussão em Urutaí, no Sudeste de Goiás. A vítima foi identificada como Gláucio da Silva Rios, de 59 anos, natural de Colinas, no Tocantins . Ele foi morto após ser atingido por vários golpes de faca.
Segundo as informações repassadas às forças de segurança, o crime teria ocorrido durante um desentendimento entre o suspeito, um homem de 50 anos, natural de Pires do Rio , e sua companheira. Gláucio teria presenciado a mulher sendo agredida e tentou intervir para impedir que as agressões continuassem.
Ainda conforme as informações da ocorrência, durante a intervenção o suspeito teria se irritado e atacado Gláucio com uma faca. A vítima sofreu vários golpes e morreu no local.
Após o homicídio, equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) da 8ª Companhia Independente da Polícia Militar (8ª CIPM) , da Agência Regional de Inteligência (ARI) do 9º Comando Regional da Polícia Militar (9º CRPM) e da 40ª Companhia Independente da Polícia Militar (40ª CIPM) iniciaram buscas pelo suspeito.
As diligências continuaram desde o dia do crime e, nesta segunda-feira, 21 de setembro , os policiais conseguiram localizar o homem em uma região de mata, na zona rural de Urutaí. Segundo a Polícia Militar, ele foi conduzido à Delegacia da Polícia Civil juntamente com uma faca apontada como a arma utilizada no homicídio.
O caso, no entanto, ganhou ainda mais repercussão na cidade depois que o suspeito, após ser apresentado à Polícia Civil, foi ouvido pelo delegado responsável e posteriormente liberado. A situação provocou revolta entre moradores diante da violência do crime e das circunstâncias relatadas.
Conforme informações obtidas, o homem possui antecedente relacionado à Lei Maria da Penha . A companheira dele, que teria sido agredida momentos antes do homicídio, estaria lesionada em decorrência das agressões e, diante da liberação do suspeito, teria manifestado temor pela própria segurança.
É importante destacar que a liberação após a apresentação na delegacia não significa encerramento da investigação nem absolvição. O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil, e eventuais medidas cautelares ou pedido de prisão dependem dos elementos reunidos no inquérito e das decisões das autoridades competentes.
A morte de Gláucio causou comoção em Urutaí, principalmente diante da informação de que ele teria perdido a vida ao tentar impedir que uma mulher continuasse sendo agredida. As circunstâncias do homicídio, os antecedentes do investigado e a situação da companheira deverão fazer parte da apuração policial.
O Blog Diante do Fato acompanha o caso e permanece aberto ao posicionamento oficial da Polícia Civil sobre os fundamentos jurídicos que levaram à liberação do investigado e sobre as medidas adotadas para garantir a segurança da mulher envolvida na ocorrência.