O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad , defendeu nesta 2ª feira (14.set.2026) o levantamento de todos os sigilos das investigações relacionadas ao caso Banco Master e afirmou que quem tiver que responder por irregularidades deve pagar, “independentemente de partido político” .
A declaração foi dada durante entrevista ao vivo ao SP1 , da TV Globo , depois de o entrevistador questionar Haddad sobre o envolvimento do senador Jaques Wagner (PT-BA), integrante do mesmo partido. Haddad, porém, não citou o nome do senador em sua resposta.
“Abre tudo. Quem tiver que responder, responda. Quem tiver que pagar por alguma coisa, pague, independentemente de partido político” , disse Haddad.
“A questão ética tem que preceder tudo. Ideologia, política, antes de tudo, é a ética na política. Errou? Se defende. Não conseguiu se defender? Paga” , afirmou.
Haddad disse que defende o fim do sigilo das investigações há várias semanas e justificou a posição pela proximidade das eleições. “Nós estamos às vésperas de uma eleição geral no Brasil. A Justiça não pode sonegar a informação do cidadão” , declarou.
Ao falar sobre o caso, Haddad negou ter tido contato com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Disse que sua equipe o havia alertado previamente sobre o banqueiro.
“Eu nunca recebi o Daniel Vorcaro na minha vida, nunca estive com ele no mesmo ambiente, nunca recebi uma mensagem, nenhum telefonema dele, nunca o procurei, porque a minha equipe já havia alertado que o Daniel Vorcaro era um problema, problema grave” , afirmou.
Haddad classificou o caso como “a maior fraude bancária do país, 60 bilhões de reais” e afirmou que Vorcaro financiou as campanhas de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Jair Bolsonaro (PL).
O candidato também atribuiu à gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central a origem da relação de Vorcaro com a instituição.
“Nasceu no Banco Central do Roberto Campos, indicado pelo Jair Bolsonaro, o banqueiro Daniel Vorcaro, e ele foi liquidado e preso na nossa gestão” , disse.