No Rock in Rio, Laufey canta Bonfá e faz show 'conto de fadas': fofo e inofensivo

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📷 Foto: g1

Laufey canta ‘Perdido de Amor’ de Luiz Bonfá A islandesa Laufey é um fenômeno curioso. Aos 27 anos, canta um híbrido entre smooth jazz, pop e bossa nova – e reuniu muitos fãs jovens (e seus pais) em sua segunda vez no Brasil, nesta segunda-feira (7), no Rock in Rio.

HORÁRIOS ROCK IN RIO: Confira a programação completa GALERIA: Veja fotos dos shows 4º dia Famosos curtem 4º dia; veja imagens “Não acredito que é minha primeira vez no Rio. Muito obrigada pela inspiração”, brincou a cantora sobre a influência de bossa nova no trabalho dela.

Nesta noite, ela foi recebida aos gritos de crianças e adolescentes ao subir no Palco Sunset. Com simpatia e linguagem pop, ela mostrou que gênero musical é só um rótulo.

Afinal, sob os violões e pianos, estão as boas e velhas letras sobre paixonites. “Que maldição é ser uma garota que ama demais”, diz “Lover Girl”, primeira música cantada nesta noite.

É precisamente no romantismo que Laufey aposta. O jazz dela não é groovado e dançante, mas delicado, lento e doce, especialmente neste disco e turnê, “A Matter of Time”.

Acrescente a esse som uma estética teatral e fantasiosa: o show fica entre conto de fadas, era de ouro de Hollywood e a estética das grandes divas de jazz de outrora. Há capricho na construção desse clima.

Em um momento, ela tem toda a pose de princesa da Disney, ao tocar um piano de cauda e sorrir com doçura. Em outro, o telão fica preto-e-branco e ela canta em um microfone vintage, acompanhada de instrumentistas em um clima intimista: agora, estamos em um bar de jazz nos anos 50.

Afinadíssima, ela não erra, nem deixa de sorrir, enquanto canta sucessos como “Madwoman” e “From The Start”. É tudo tão correto, na verdade, que acaba ficando morno e, ao longo do show, o público foi ficando tagarela.

Mas as fãs seguiam lá, aos gritos. Legal mesmo é quando ela é um pouco menos perfeitinha.

Como quando, em homenagem à nossa música, Laufey cantou a faixa “Perdido de Amor”, de Luiz Bonfá. Ela arriscou cantar em português e não foi uma das melhores pronúncias… o que acabou sendo fofo.

Fora isso, tudo estava no lugar. Boa banda, músicas bem executadas, show estruturadinho.

Mas o seguro não emociona e, ainda que tenha sido encantador, foi inofensivo. De certa forma, essa é mesmo a ideia.

Laufey nunca fará qualquer gesto ou fala minimamente controversos: não é pra isso que ela está aqui. Ela veio para um show bonito e apropriado, bem “family-friendly” – um conto de fadas no Rock in Rio.

Fonte: g1
Atualizado em 07/09/2026
🕒 10:57 pm
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📅 23 DE AGOSTO DE 2026 ⏰ 05:32

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Escrito por Alves Bueno
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