Pastor sai em defesa de Mendonça no caso Master e convoca ato de 7 de Setembro contra o governo e o STF
O pastor Silas Malafaia , líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, classificou, nesta 6ª feira (4.set.2026), o ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal , o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal , Andrei Rodrigues , e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), como integrantes de um “consórcio” que chamou de “império do mal” .
As declarações foram dadas depois da quebra de sigilo do caso Master, que mostrou conversas de Moraes com Daniel Vorcaro, fundador do banco. Para Malafaia, o grupo agiria de forma coordenada para proteger Moraes e prejudicar o ministro André Mendonça , relator dos inquéritos do INSS e do Master no Supremo. Leia mais detalhes nesta reportagem .
Assista ao vídeo (4min8s):
“Povo abençoado do Brasil, a República, a democracia, as instituições e o próprio STF estão sendo destruídos pelo ditador da toga Alexandre de Moraes “ , declarou Malafaia em vídeo publicado no Instagram. O pastor continuou: “Eu vou mostrar o consórcio, o império do mal. Vocês precisam entender toda essa trama” .
André Mendonça foi indicado ao STF em 2021 pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem Silas Malafaia apoia.
Segundo o religioso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defende Moraes. As críticas vieram após o senador não pautar pedidos de impeachment do ministro apresentados anteriormente por congressistas da oposição.
Sobre Paulo Gonet, Malafaia afirmou que o procurador-geral da República é citado mais de 30 vezes em inquéritos cuja nulidade ele próprio defende. “Que moral esse cara tem para continuar como procurador-geral? Tem que ser afastado também” , declarou.
O pastor também criticou o que chamou de instrumentalização da PF: “Esse cara pede à Polícia Federal para produzir um relatório contra o ministro André Mendonça sem autorização do Fachin” .
Malafaia encerrou o vídeo pedindo o impeachment de Moraes e convocando manifestações para 7 de Setembro. “Esse cara tem que ser afastado e tomar um impeachment pelo bem da democracia e das instituições neste país” , disse. “Por isso, minha gente, o povo nas ruas no 7 de Setembro contra esse ditador que quer destruir o Brasil” .
Durante o vídeo também foi listada uma série de ligações que, segundo ele, conectariam o PT ao Banco Master. O pastor afirmou que Lula teve um encontro secreto com Vorcaro e que o empresário esteve pelo menos 4 vezes no Palácio do Planalto.
Mencionou ainda o líder do PT no Senado, Jaques Wagner , o ex-ministro Ricardo Lewandowski —a quem atribuiu o recebimento de R$ 5 milhões— e o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
“Lula e o PT estão envolvidos na questão do Banco Master. Por isso eles querem explodir o André Mendonça de qualquer jeito”, declarou.
Lulinha é alvo de 3 inquéritos no STF , sendo 2 sob relatoria de Mendonça, que apuram tráfico de influência e a ligação de Lulinha com Cléber Ribas de Oliveira, sócio da 3Structure IT.
A tensão no Supremo ganhou força depois que um relatório da Polícia Federal mostrou a troca de mensagens e encontros entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master .
O sigilo do documento foi retirado pelo ministro André Mendonça , que também determinou que o caso fosse levado ao plenário da Corte .
A PGR (Procuradoria Geral da República) passou a defender a nulidade de atos praticados por Mendonça, enquanto Moraes pediu a abertura de uma investigação contra o colega no inquérito das fake news, alegando “fortes indícios” de abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa na condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero.
O presidente do STF, Luiz Edson Fachin , porém, retirou o pedido contra Mendonça. O ministro determinou prazo de 5 dias úteis para que ele, Moraes, a PGR e a Polícia Federal apresentem informações sobre as alegações.
O Poder360 procurou a assessoria do presidente Lula, da PF, do STF, da PGR, de Jaques Wagner, Ricardo Lewandowski e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para perguntar se gostariam de se manifestar a respeito das críticas feitas pelo pastor. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.