O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que a escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal ( STF ) não deve ficar restrita ao chefe do Executivo federal.
“Eu acho que não pode ser só o presidente que indique. Acho que nós temos que criar um critério de como envolver a sociedade civil para que a gente indique alguém que não seja só da vontade do presidente ou da OAB”, afirmou o presidente em entrevista à Band, exibida neste domingo (27/9).
O presidente defendeu que a indicação ao STF passe por um “crivo de um colegiado”. “Para que aquela pessoa não seja mais um cara indicado pelo presidente, então tem que votar com o presidente. Não é assim que funciona”, argumentou.
Na entrevista, afirmou que o atual critério de escolha ao STF é “muito vulnerável”. “Eu indico alguém que eu confio, alguém que eu conheça. Ou alguém que o mundo jurídico conhece”, disse.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Lula disse que quando escolhe uma indicação para a Suprema Corte, realiza consulta com outros integrantes do Executivo, como o ministro da Justiça e a seção jurídica da Casa Civil, por exemplo.
O petista ressalvou que há um distanciamento entre o perfil que ele enxerga nos indicados e o comportamento dos mesmos após assumirem o cargo na Corte.
“A segunda coisa é que você não tem certeza (sobre o comportamento), uma coisa é quando você indica, outra coisa é quando bota a toga. Quando o cara coloca a toga, ele vira Deus. Aí o presidente não tem mais nenhuma interferência”, frisou Lula.
O distanciamento que Lula tenta marcar em relação ao comportamento dos ministros do STF ocorre diante de uma crise de credibilidade na Corte, com reflexos negativos na campanha à reeleição.
Dos dez membros do Supremo, quatro foram indicados por Lula :
Cristiano Zanin (2023)
O advogado-geral da União, Jorge Messias, teve o nome encaminhado para o Congresso Nacional para o posto de ministro do STF . No entanto, a indicação de Lula foi rejeitada pelo Parlamento, marcando uma importante derrota do petista no atual mandato.
À rede Bandeirantes, Lula também tocou em outros assuntos tais como segurança pública e reforma política .
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