O Tribunal de Justiça de São Paulo ( TJSP ) revogou a prisão preventiva do policial militar Bruno Carvalho do Prado , réu pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta , de 22 anos. O jovem foi morto a tiros em novembro de 2024, na Vila Mariana, zona sul da capital paulista.
A decisão foi tomada pela 12ª Câmara de Direito Criminal do TJSP, em julgamento de um habeas corpus apresentado pela defesa do policial. Bruno e o também policial Guilherme Augusto Macedo foram acusados de homicídio duplamente qualificado e irão a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Bruno havia sido preso preventivamente em 31 de julho deste ano. A ordem de prisão foi em função de um suposto episódio posterior de lesão corporal e ameaça contra sua companheira, no contexto de violência doméstica . O pedido de prisão havia sido apresentado pela assistência de acusação e ratificado pelo Ministério Público ( MPSP ).
Ao analisar o caso, o desembargador Sérgio Mazina Martins considerou que os fatos usados para justificar a prisão não estariam “suficientemente demonstrados”. Segundo o acórdão, a mulher afirmou posteriormente que não havia sido agredida pelo policial e atribuiu o episódio a uma crise emocional relacionada ao consumo de medicamentos e álcool.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP O relator também destacou que o pedido de medidas protetivas havia sido negado pelo juízo responsável pelo caso de violência doméstica, diante de versões conflitantes e da manifestação da própria mulher de que não se encontrava em situação de risco.
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