O ministro Gilmar Mendes , do STF, defendeu neste domingo (27), em publicação no X, uma ampla revisão de precatórios expedidos pela Justiça Federal e uma atuação coordenada dos órgãos de controle diante das irregularidades reveladas pelas investigações sobre o Banco Master.
Gilmar afirmou que o caso abre uma oportunidade para uma "profunda reforma" das instituições e sustentou que os problemas identificados ultrapassam o Judiciário, alcançando também o sistema financeiro e órgãos como o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Segundo o ministro, as apurações sobre o Master revelaram um modelo baseado na compra, com desconto, de créditos judiciais contra a União. Esses ativos, afirmou, seriam registrados por valores superiores e utilizados como lastro para a captação de recursos no mercado.
Gilmar também relacionou esse modelo à emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com remuneração acima da média e à distribuição dos produtos por corretoras.
"Por isso, como já afirmei, o endereço do caso Master está também na Faria Lima", escreveu.
"O imprevisto é uma espécie de deus avulso, ao qual é preciso dar algumas ações de graças; pode ter voto decisivo na assembleia dos acontecimentos", escreveu Machado de Assis em Esaú e Jacó. O acaso nos abre agora a oportunidade de realizar uma profunda reforma nas instituições…