Candidato ao Governo de Goiás pela coligação “Goiás Pode Muito Mais”, Marconi Perillo (PSDB) já delineou os contornos de sua futura gestão. Em sabatinas, entrevistas e discursos pela capital e pelo interior, o tucano prometeu uma ruptura definitiva com os moldes tradicionais de formação de governo.
Marconi afirmou que, se eleito em outubro, a escolha do secretariado será pautada por “rigorosos critérios técnicos” e de “competência”. O objetivo é fugir do tradicional loteamento político e abrir espaço para um novo ciclo na administração estadual.
Não por acaso, o candidato celebrou a formação de uma coligação majoritária enxuta. Segundo ele, a estratégia evita que o governador se torne “refém” de legendas, garantindo autonomia total para a escolha do primeiro escalão, sem a obrigação de acomodar indicações políticas. “Não vou, sob nenhuma hipótese, lotear a administração entre partidos. A escolha dos auxiliares terá como prioridade absoluta a qualificação técnica”, enfatizou.
Marconi ainda reiterou que a proposta de um governo “moderno” e “dinâmico” exige um “olhar atento” para o mercado e a academia. “O meu compromisso é com a qualificação profissional. Vou buscar especialistas nas mais diversas áreas, pessoas de renome que sejam exemplos na iniciativa privada, nas universidades e no próprio serviço público”, declarou.
Ele adiantou que a equipe será mapeada em diversos setores da sociedade goiana. “A ideia é compor um primeiro escalão heterogêneo, em que a formação acadêmica, a inovação e a gestão de resultados pesem muito mais do que a filiação político-partidária”, acrescentou.
Essa estratégia começou a se concretizar com o anúncio de Jacqueline Zaiden, candidata a vice-governadora na chapa, como futura secretária de Estado. Produtora rural, empresária e líder classista, Jacqueline teve o nome confirmado para o primeiro escalão no último sábado (22), durante a inauguração do comitê da candidata a deputada estadual Fabianne Leão, em Inhumas.
“Estamos de olho em jovens talentos, gente nova, caras novas. Mulheres e homens de capacidade comprovada. Quero formar uma estrutura administrativa dinâmica, que fuja dos moldes tradicionais e sirva de referência para o Brasil”, concluiu Marconi, que também tem deixado subentendido, em suas declarações, o fim da era das “figurinhas carimbadas” na gestão pública goiana.