As pedras preciosas no Vale do Jequitinhonha nasceram de transformações no solo de Minas Gerais ocorridas há mais de 500 milhões de anos. Essa riqueza mineral atrai garimpeiros e compradores do mundo todo em busca das cores únicas da turmalina .
O chão dessa área no nordeste mineiro é recheado de rochas chamadas pegmatitos , que funcionam como cofres naturais do planeta. No passado distante, o magma esfriou devagarzinho lá no fundo da terra e permitiu que os cristais crescessem com tamanho gigante e muita pureza.
A abundância de elementos químicos raros como o boro e o lítio deu origem a um verdadeiro festival de minerais. Esse choque de elementos na crosta criou formações perfeitas que hoje alimentam o mercado internacional de joias caríssimas.
A variedade de cores encontradas na rocha impressiona até quem trabalha no ramo há mais de 20 anos. O garimpo local entrega desde peças com tons de verde profundo até exemplares rosa que valem uma fortuna nas mãos de lapidadores experientes.
Esta lista destaca os tipos mais desejados tirados das jazidas:
Verde garrafa: Bastante comum na área e super procurada para anéis.
Rubelita: A versão rosa e avermelhada que alcança preços altos no mercado.
Melancia: Pedaços raros que mostram as cores verde e rosa na mesma peça.
Indicolita: Uma variedade azul bem rara que encanta colecionadores.
O trabalho de extração exige paciência de leão e muito conhecimento prático transmitido de pai para filho nas comunidades. O processo envolve escavar galerias fundas nas montanhas e lavar o cascalho com cuidado para não quebrar os cristais valiosos no caminho.
Olhe como a atividade tradicional se divide na rotina dos garimpeiros: