
Após reunião de Lula e Alcolumbre, PECs avançam O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer aproveitar o novo esforço concentrado do Congresso para tentar aprovar a PEC da Segurança Pública e transformar a medida em uma das principais vitrines de sua campanha à reeleição em 2026. A proposta tem sido tratada como prioridade pelo governo nas conversas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Nesta sexta-feira (14), Alcolumbre anunciou que vai dar seguimento à tramitação das PECs da Segurança, do fim da escala 6 por 1 e do projeto de lei que estabelece o marco legal de minerais críticos e terras raras, consideradas prioridades para o governo petista. Os temas estavam parados na gaveta de Alcolumbre em função do rompimento entre ele e Lula, por conta a rejeição da indicação do advogado-geral da União (AGU) Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e presidente do Senado, Davi Alcolumbre Ricardo Stuckert / PR A avaliação no entorno de Lula é que a segurança pública é hoje um dos pontos mais frágeis de sua campanha na disputa eleitoral. Por isso, o presidente tem pressa em apresentar uma resposta concreta para uma área em que enfrenta maior dificuldade para se apropriar do debate.
A estratégia é que a aprovação da PEC seja apresentada como uma realização do governo já durante a campanha, junto com a proposta de criação do Ministério da Segurança Pública. O petista avalia que o cenário é diferente no debate sobre o fim da escala 6x1.
Na visão dele, o governo já venceu a disputa de narrativa em torno do tema. Por isso, não haveria a mesma urgência política para uma aprovação imediata.
Ao contrário da PEC da Segurança, que fortaleceria a campanha em torno do combate ao crime organizado. Cálculo eleitoral A movimentação de Alcolumbre também ocorre em meio ao seu próprio cálculo sobre as eleições de 2026 e a sucessão no comando do Senado.
O presidente da Casa acompanha o cenário eleitoral e considera que, no caso de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República, a disputa pelo comando do Senado em 2027 poderia envolver nomes como Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN). Esse cenário, porém, ainda está distante de uma definição.
A composição do Senado e a correlação de forças para a eleição da Mesa só ficarão mais claras depois das eleições do próximo ano. Enquanto isso, Alcolumbre tenta administrar a relação com Lula.
Ao encaminhar as prioridades do governo, ele mantém o diálogo com o Planalto, mas sem abrir mão de afirmar que cada proposta seguirá o rito próprio do Senado.
Fonte: G1