Administrativos da Educação mantêm greve em Goiânia e cobram reabertura das negociações Ir Para o Conteúdo Buscar 27 de agosto de 2026 Início
Whatsapp Telegram Facebook X De acordo com a Prefeitura, cerca de 5% dos servidores da rede não estariam cumprindo a determinação. Foto: SME. De acordo com a Prefeitura, cerca de 5% dos servidores da rede não estariam cumprindo a determinação. Foto: SME. Nos siga no Servidores administrativos da Rede Municipal de Educação de Goiânia mantiveram, nesta quinta-feira (27), a mobilização por valorização profissional e pela criação de um plano de carreira. O movimento ocorre após a Prefeitura informar que poderá cortar o ponto dos grevistas que descumprirem decisão judicial que determina a manutenção de pelo menos 70% dos servidores administrativos em efetivo exercício em cada unidade da rede.
A determinação foi proferida pelo desembargador Augusto Ventura, da 1ª Seção Cível do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). Segundo a decisão, o percentual mínimo deve ser observado individualmente em cada unidade, com a presença dos servidores podendo ser verificada pelos registros de frequência funcional ou por outros meios considerados adequados.
A decisão também estabeleceu multa diária de R$ 5 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) em caso de descumprimento, limitada inicialmente a R$ 100 mil. De acordo com a Prefeitura, cerca de 5% dos servidores da rede não estariam cumprindo a determinação. A administração municipal estima que aproximadamente seis mil alunos sejam afetados pela paralisação.
Nesta quinta-feira, os servidores realizaram um ato em frente ao Paço Municipal. Convocados pelo Sintego, os trabalhadores levaram para a manifestação contracheques da categoria e produziram uma carta com mais de quatro metros destinada ao prefeito Sandro Mabel.
Segundo o sindicato, a iniciativa teve como objetivo apresentar à administração municipal a realidade salarial dos profissionais que atuam nas unidades de ensino e reforçar a reivindicação por valorização e dignidade.
Após a mobilização, os grevistas fizeram uma caminhada até a sede da Prefeitura. O sindicato defende a criação de um Plano de Carreira específico que reconheça as funções desempenhadas pelos administrativos da Educação.
Durante o ato, uma comissão de representantes do Sintego foi recebida por integrantes da administração municipal. Participaram da reunião a presidenta em exercício do sindicato, Ludmylla Morais, a deputada estadual Bia de Lima, além de trabalhadores e representante da entidade.
A comissão apresentou as reivindicações da categoria e pediu a reabertura da mesa de negociação. De acordo com o sindicato, os representantes da Prefeitura se comprometeram a levar as demandas ao prefeito.
O Sintego afirma que a greve continua e sustenta que a categoria busca uma proposta que contemple as necessidades dos servidores administrativos.
A Prefeitura afirma que apresentou, em 21 de agosto, uma proposta considerada como o limite do esforço fiscal possível diante da situação orçamentária do município.
Entre as medidas está a elevação do piso salarial do Nível I para R$ 1.640, com reestruturação progressiva da tabela de vencimentos até 2030. A administração também propôs o pagamento, na folha de agosto, de uma bonificação extraordinária referente ao auxílio-locomoção de julho e a antecipação da data-base para janeiro.
O pacote prevê ainda o abono integral dos dias de paralisação, com preservação de remuneração, tempo de serviço, férias, 13º salário, gratificações, benefícios, progressões e demais vantagens funcionais e previdenciárias.
Segundo estimativas das secretarias municipais de Fazenda e Administração, o impacto financeiro da proposta seria de R$ 10,2 milhões em 2026, chegando a R$ 31,2 milhões em 2027, R$ 41,4 milhões em 2028, R$ 51,9 milhões em 2029 e R$ 62,6 milhões em 2030. O impacto acumulado em cinco anos é estimado em R$ 197,3 milhões.
A Prefeitura afirma que a proposta foi elaborada próxima ao limite prudencial de despesas com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.
Apesar da proposta apresentada pelo município e da reunião realizada nesta quinta-feira, o sindicato mantém a paralisação e cobra a retomada formal das negociações.
A Prefeitura, por sua vez, informou anteriormente que decidiu encerrar as negociações após avaliar que o movimento teria passado a sofrer influência de interesses político-eleitorais. O Sintego, contudo, voltou a solicitar a reabertura da mesa e afirma que continuará mobilizando os servidores.
Enquanto o impasse permanece, a decisão judicial que determina a manutenção de 70% dos administrativos em cada unidade segue em vigor. A Prefeitura afirma que servidores que não cumprirem a determinação estarão sujeitos ao corte do ponto.
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