O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) prometeu nesta sexta-feira, 21, durante comício em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, acabar com o chamado narcoterrorismo . O ato contou com a participação do candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas (PL).
Segundo Flávio, o crime organizado cresceu na gestão do presidente Lula (PT).
Ruas, por sua vez, manteve o discurso de que pretende governar para o “Rio Real” , expressão usada para se referir aos municípios do estado que ficam distantes da capital.
Depois do ato em Nova Iguaçu, Flávio e Ruas seguiram para São João de Meriti, onde estenderam uma bandeira na parte superior de uma passarela da Rodovia Presidente Dutra.
Com a frase “Se você apoia, buzine: fora Lula” , a faixa foi colocada na altura da Churrascaria Oásis, onde os dois se encontraram com apoiadores. A agenda de Flávio na Baixada incluiu ainda compromissos em Duque de Caxias.
Em Nova Iguaçu, o atual prefeito Dudu Reina (PP), e seu antecessor, Rogério Lisboa (PP), oficializaram apoio à candidatura do ex-prefeito da capital Eduardo Paes ao governo do Rio de Janeiro.
O movimento reforça a ofensiva de Paes sobre a Baixada Fluminense , um dos principais redutos eleitorais do estado.
Com as novas adesões, o candidato passa a reunir o apoio de nove dos 13 prefeitos da região .
O número dá a Paes uma vantagem política relevante na disputa pelo Palácio Guanabara. Mais palanques, mais votos.
Apenas os prefeitos de Nilópolis, Mesquita e Guapimirim aderiram à candidatura do presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL).
Já a prefeita de Belford Roxo, Mariana Malta (União Brasil), mantém a neutralidade do partido na eleição para o governo estadual, embora apoie Pedro Paulo (PSD) para o Senado.
O apoio de Rogério Lisboa reforçou ainda mais a campanha de Paes.
Até o último mês, o ex-prefeito de Nova Iguaçu integrava a chapa de Ruas e era cotado para ser seu vice.
Ao justificar a decisão, Lisboa afirmou que o momento exige “nomes experientes” e resultados comprovados.
“Depois de pensar e buscar em Deus a sabedoria necessária para esse momento tão delicado, tomei uma decisão. Vou apoiar para o governo do Rio de Janeiro o ex-prefeito Eduardo Paes. Essa decisão não passa por questionamentos sobre a correção ou a vontade de fazer do outro candidato da disputa, o candidato Douglas Ruas. Ela foi tomada com base na urgência que o nosso estado tem em resolver seus graves problemas”, disse.
“Não é hora de correr riscos ou fazer apostas, mesmo que sejam repletas de boas intenções. É hora de ter à frente do governo alguém com experiência, a vontade e a coragem necessária para devolver o Rio de Janeiro aos seus cidadãos. Tenho convicção que Paes é o nome certo, na hora certa, para liderar essa retomada” , afirmou.
Em 2022, Cláudio Castro (PL) transformou a Baixada em um dos principais pilares de sua campanha.
Historicamente, a região apresenta um eleitorado majoritariamente conservador e forte presença do bolsonarismo.
Naquele ano, Castro iniciou o período oficial de campanha com o apoio declarado de 12 dos 13 prefeitos da Baixada.
A articulação ganhou ainda mais força com a escolha do ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB), para a vice.
Ele, porém, posteriormente foi substituído por Thiago Pampolha .
Ao fim do mandato, Castro havia conquistado o apoio de 100% dos prefeitos da região .
Esse capital político, porém, não foi integralmente transferido para Douglas Ruas.
Com isso, Eduardo Paes aproveitou o vácuo deixado por Castro e avançou sobre um território que historicamente foi importante para o campo bolsonarista.
O principal movimento foi a indicação de Jane Reis (MDB), irmã de Washington Reis, como vice em sua chapa.
A dois meses da eleição, o cenário é amplamente favorável ao ex-prefeito do Rio.
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