
Flávio Bolsonaro faz campanha na zona leste de São Paulo Charles Vieira/Divulgação O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (20) que já prestou contas dos gastos relacionados ao documentário “Dark Horse”. Questionado sobre as cobranças feitas pelo PT para que detalhasse os gastos relacionados à produção, o senador respondeu: “Já aconteceu”.
O candidato respondeu a jornalistas durante agenda de campanha em São Paulo, ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Flávio disse ter visto na imprensa "a própria prestação de contas que foi feita do filme e foi vazada do processo, que responderam e viram que estava tudo certinho".
E prosseguiu: "Agora, quem tem que prestar conta é o Lula, não sou eu. " O senador classificou o episódio "Dark Horse" como encerrado.
“Da nossa parte, está tudo página virada. " O candidato atribuiu a prestação de contas a uma perícia que a produtora do filme, Karina Gama, anexou ao inquérito que corre na Polícia Civil de São Paulo.
A perícia foi contratada pela própria produtora, aponta que os gastos somaram R$ 75 milhões, mas não apresentou recibos ou notas fiscais dos gastos. Trocas de mensagens mostram que Flávio Bolsonaro pediu dinheiro ao ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a pretexto de financiar o filme "Dark Horse", que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Depois de dizer que já prestou contas sobre o filme, Flávio direcionou as críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mencionou encontros de Lula com Vorcaro e com Augusto Lima, ex-sócio do dono do Master.
Flávio também esteve com Vorcaro - como o próprio candidato reconheceu em outras ocasiões. “É ele [Lula] que recebe Augusto Lima e Vorcaro lá, prometendo que vai trocar o presidente do Banco Central, para esperar um pouquinho, para não vender o Banco Master para outro banco, não.
Quem tem que dar explicação é o Lula”, disse Flávio. A declaração ocorreu durante a primeira agenda de campanha de Flávio na capital paulista.
O candidato visitou um mercado popular ao lado de aliados e deve se encontrar ainda nesta quinta com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nas duas primeiras agendas de Flávio Bolsonaro em São Paulo, manifestantes marcaram presença com gritos de ordem contra o senador e o governador Tarcísio de Freitas.
O grupo entoava frases como “Fora, Tarcísio” e “Fora, Flávio”. Nas duas ocasiões, os políticos passaram direto pelas manifestações, que estavam do lado de fora, e entraram de carro nos locais dos eventos, sem comentar os protestos.
Fonte: G1