A estudante Marcela Macedo, de 13 anos, que foi baleada dentro da sala de aula do 8º ano do Ensino Fundamental, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na manhã desta segunda-feira (23) e continuará o tratamento em um leito de enfermaria do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo).
Segundo o boletim médico, ela está consciente e respira espontaneamente.
Os tiros disparados por um colega de 14 anos deixaram dois colegas mortos e mais quatro feridos. Além de Marcela, duas adolescentes seguem internadas em hospitais da capital.
Avó de Marcela, Iva Aragão Macedo disse, no domingo (22), que a neta responde bem ao tratamento .
"Ela quase não está falando muito, pois ainda sente dor. Não pode forçar e por isso, não conversei muito. Ela está tristinha, sempre foi muito alegre. Mas graças a Deus está bem.
Posso falar que ela está melhor, respondendo aos medicamentos. É só esperança para gente. Um alívio", afirmou a idosa à TV Anhanguera.
Os estudantes João Vitor Gomes e João Pedro Calembo, ambos de 13 anos, morreram no local do crime. Os outros quatro alunos feridos foram levados a hospitais da capital.
Hyago Marques, de 13 anos, recebeu alta do Hugo no domingo . Já em casa, ele afirmou que perdoa o colega autor dos disparos, mas que "nada justifica a reação dele".
Já Isadora de Morais, de anos 14, tem quatro regular. Segundo o boletim médico divulgado no início desta tarde, a paciente está orientada, consciente, com respiração espontânea e segue internada em uma UTI do Hugo.
A única que não foi levada ao Hugo é Lara Fleury Borges, de 14 anos, que está se recuperando em um apartamento do Hospital dos Acidentados.
De acordo com a unidade de saúde, ela foi operada para reconstruir o osso do antebraço, onde foi baleada.
O crime aconteceu no fim da manhã de sexta-feira (20) em uma sala de aula do 8º ano do Colégio Goyases, no Conjunto Riviera, em Goiânia. Os tiros foram disparados no intervalo entre duas aulas.
Segundo o delegado Luiz Gonzaga Júnior, responsável pelo caso, o autor dos tiros disse que sofria bullying de um colega e, inspirado em massacres como o de Columbine, nos Estados Unidos, e de Realengo, no Rio de Janeiro, decidiu cometer o crime.
Filho de policiais militares, ele pegou a pistola .40 da mãe e a levou para a unidade educacional dentro da mochila.
O menor está apreendido apreendido na Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai). A Justiça acatou pedido do MP e determinou a internação provisória dele por 45 dias.
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Fonte: g1 Atualizado em 18/08/2026 |
🕒 12:12 pm |