Entre os equipamentos deixados pelos astronautas da Apollo 11 em julho de 1969 existe um experimento que não precisa de eletricidade e permanece útil décadas depois. O refletor lunar Apollo 11 contém 100 pequenos prismas capazes de devolver à Terra parte da luz enviada por poderosos lasers de observatórios.
O equipamento foi levado até o Mar da Tranquilidade durante a primeira missão tripulada a pousar na Lua. O conjunto possui 100 refletores de canto de sílica fundida organizados em uma matriz de 10 por 10 e instalados sobre um painel de alumínio com aproximadamente 46 centímetros de largura.
Cada elemento mede cerca de 3,8 centímetros de diâmetro. Diferentemente de experimentos lunares que dependiam de energia para funcionar, o painel é totalmente passivo: não possui bateria, transmissor, computador ou peças móveis necessárias para realizar sua principal função.
Cada refletor possui geometria de canto de cubo. A luz que entra sofre reflexões internas e sai praticamente na direção de onde chegou. Essa propriedade permite que uma pequena parcela de um pulso disparado da Terra faça a enorme viagem de volta até os instrumentos do observatório.
O processo envolve etapas muito precisas.
Um observatório dispara pulsos de laser em direção à Lua.
O feixe se espalha durante a viagem pelo espaço.
Uma pequena fração alcança os prismas.
Parte dessa luz retorna em direção à Terra.
Detectores registram os fótons que conseguem voltar.
O vídeo abaixo, do canal brasileiro Dobra Espacial, é dedicado aos refletores deixados pelas missões Apollo e explica como sua geometria permite medir a distância entre a Terra e a Lua.