Eleitorado brasileiro envelhece e pessoas com 60 anos ou mais ganham peso nas eleições

Eleitorado brasileiro envelhece e pessoas com 60 anos ou mais ganham peso nas eleições Dados do TSE mostram crescimento expressivo do eleitorado com 60 anos ou mais, enquanto participação de

Os avós podem ter um peso cada vez maior nas próximas eleições. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Brasil chega às eleições de outubro com um dos eleitorados mais envelhecidos da história recente.

Pela primeira vez, quase um em cada quatro eleitores brasileiros tem 60 anos ou mais. O número de pessoas nessa faixa etária passou de aproximadamente 20 milhões, em 2010, para 37 milhões em 2026, um crescimento de cerca de 80%.

No mesmo período, o eleitorado brasileiro como um todo cresceu aproximadamente 15%.

O envelhecimento do eleitorado também aparece na comparação com os mais jovens. Pela primeira vez, o número de eleitores com 60 anos ou mais supera o de brasileiros entre 16 e 24 anos.

Além de representar uma parcela cada vez maior do eleitorado, as pessoas mais velhas também apresentam participação expressiva nas eleições. O comparecimento de eleitores da terceira idade às urnas chega a 65,5%, segundo os dados apresentados.

Esse cenário aumenta a relevância política desse grupo, que passa a representar uma parcela significativa dos votos que serão registrados nas eleições.

Um dos principais fatores por trás da transformação do eleitorado é o envelhecimento da população brasileira.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a parcela da população com 60 anos ou mais passou de cerca de 7% para 16% em três décadas.

Ao mesmo tempo, o Brasil registra uma redução na quantidade de jovens. O número de eleitores entre 16 e 18 anos caiu 14,5% desde a última eleição, segundo os dados utilizados na análise.

A mudança acompanha uma tendência demográfica mais ampla: a redução da taxa de fecundidade e o aumento da expectativa de vida contribuem para uma população cada vez mais envelhecida.

O crescimento da participação dos eleitores mais velhos também chama atenção para outro aspecto do cenário eleitoral: a circulação de desinformação nas redes sociais.

Levantamentos citados na análise apontam que pessoas com mais de 65 anos compartilham fake news com frequência significativamente maior do que jovens entre 18 e 29 anos.

O dado coloca esse público no radar de estratégias de desinformação durante períodos eleitorais, reforçando a importância de verificar informações antes de compartilhar conteúdos relacionados a candidatos, partidos e eleições.

Com um eleitorado cada vez mais envelhecido, a mudança demográfica pode ter reflexos importantes no debate político brasileiro e nas estratégias adotadas durante as campanhas eleitorais.

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Fonte: TV Sudeste 🕒 Publicado às 08:40
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