Em 1912, uma jornada científica pela Antártida transformou-se em uma luta extrema pela sobrevivência. Depois de perder seus dois companheiros, Douglas Mawson ficou sozinho a cerca de 160 quilômetros da base de Cape Denison, debilitado, com pouca comida e cercado por campos de gelo repletos de fendas ocultas. O retorno demoraria aproximadamente mais um mês.
Mawson partiu de Cape Denison em 10 de novembro de 1912 acompanhado pelo tenente Belgrave Ninnis e pelo suíço Xavier Mertz. A chamada Far Eastern Party pretendia explorar e mapear áreas a leste da base durante a Australasian Antarctic Expedition, viajando com trenós e cães por uma região praticamente desconhecida.
Em 14 de dezembro, quando estavam aproximadamente 500 quilômetros distantes da base, Ninnis caiu em uma enorme fenda no gelo junto com um trenó, cães e grande parte dos suprimentos. Mawson e Mertz perderam comida, equipamentos e parte fundamental da estrutura necessária para retornar com segurança.
Mawson e Mertz iniciaram imediatamente a longa volta, reduzindo rações e sacrificando progressivamente os cães restantes para obter alimento. Mertz começou a apresentar fraqueza intensa e outros sintomas graves. A causa exata continua discutida, envolvendo fome, esforço extremo e possível intoxicação por vitamina A presente no fígado dos cães.
A sequência transformou a expedição em uma emergência:
Ninnis morreu ao cair em uma fenda em 14 de dezembro de 1912.
Grande parte das provisões desapareceu com seu trenó.
Os cães restantes foram sacrificados durante a volta.
Mertz adoeceu progressivamente e morreu em janeiro de 1913.
Mawson ficou sozinho a aproximadamente 160 quilômetros da base.
O documentário Mawson: Science and Survival reconstrói diretamente a expedição de Douglas Mawson e sua tentativa de retornar vivo após a morte dos companheiros.