A defesa da lobista Roberta Luchsinger (foto), amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, pediu na quinta-feira, 20, ao ministro André Mendonça , do Supremo Tribunal Federal (STF), a paralisação do inquérito sobre tráfico de influência em negócios com o governo Lula (PT).
Segundo O Globo , os advogados alegam que as provas obtidas pela Polícia Federal seriam ilícitas, dado que a exploração dos dados telemáticos de Roberta foi autorizada para outra finalidade.
Eles sustentam que a quebra de sigilo autorizada no contexto da Operação Sem Desconto não teria relação com o suposto tráfico de influência realizado pela lobista.
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Para a defesa, a PF usou o material para aprofundar uma linha investigativa que já conhecia e não seriam fruto de uma “descoberta fortuita” dos investigadores.
Os advogados dizem que a PF já havia identificado a relação entre ela, Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS” , e Lulinha antes mesmo de obter autorização para acessar o conteúdo da nuvem de Roberta Luchsinger.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para enviar os inquéritos sobre o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), para a primeira instância .
Chefiado por Paulo Gonet, procurador indicado para o cargo pelo presidente Lula, o órgão alega que não há investigados com foro privilegiado.
André Mendonça, que é o relator de dois dos três inquéritos abertos sobre Lulinha, ainda não se manifestou sobre a questão.
O terceiro inquérito está sob a alçada do ministro Flávio Dino.
Mendonça já sinalizou a interlocutores que não deve abrir mão dos inquéritos.