Soldados da Coreia do Norte marcham durante parada em Pyongyang. Foto de 2024. — Foto: Coreia do Norte via AP
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, denunciou nesta semana o uso de mísseis norte-coreanos em um bombardeio feito pela Rússia que deixou mortos e feridos, e afirmou que até 50 mil soldados asiáticos estariam prestes a reforçar o Exército russo.
As denúncias voltaram a jogar luz sobre a contribuição da Coreia do Norte à Rússia na guerra, que está no 5º ano sem perspectiva de terminar. O governo de Kim Jong-un, aliado de Vladimir Putin, tem fornecido cada vez mais material humano e bélico ao Kremlin conforme os recursos russos se tornam mais escassos com o prolongamento do conflito.
Zelensky já afirmou em algumas ocasiões que mísseis fabricados por Pyongyang foram utilizados durante ataques aéreos russos em território ucraniano.
Um deles, que ficou notório por ter matado oito pessoas da mesma família no mês passado, tem relação com uma nova unidade de mísseis balísticos norte-coreanos fornecida recentemente para a Rússia, segundo uma autoridade ucraniana ouvida pela agência de notícias Reuters.
Essa unidade comporta 120 projéteis em seis lançadores diferentes, além de 90 militares norte-coreanos para operá-la, e ficará posicionada na região fronteiriça de Voronezh para ataques contra a Ucrânia, segundo a Reuters.
Esses mísseis fazem parte de uma extensa lista de armamentos fornecidos pela Coreia do Norte à Rússia nos últimos anos, desde que os dois países assinaram um tratado de cooperação estratégica em junho de 2024, que inclui ajuda militar ao aliado em caso de agressão externa.
As armas norte-coreanas enviadas à Rússia incluem mais de 15 milhões de munições, veículos de guerra, centenas de mísseis balísticos e canhões de artilharia, segundo o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) e um grupo observador do conflito composto por 11 países-membros da ONU.
| Fonte: G1 | 🕒 Publicado às 05:00 |